O BLOG LABSUL É UMA FERRAMENTA  OFERECIDA AOS MÉDICOS E PROFISSIONAIS DA SAÚDE QUE INTERAGEM EM EQUIPE MULTIDISCIPLINAR NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO.

NESTE ESPAÇO VOCÊ ENCONTRARÁ AS MATÉRIAS PUBLICADAS NO JORNAL INTERATIVO LABSUL E PODERÁ INSERIR COMENTÁRIOS SOBRE OS ASSUNTOS, LEVANTAR QUESTÕES  E TER A COLABORAÇÃO DE COLEGAS EM DISCUSSÃO ABERTA QUE SERÁ EXIBIDA DE FORMA CRONOLÓGICA.

tire suas dúvidas; participe!




Escrito por LABSUL às 23h14
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Fixação de tecidos

          A fixação inadequada causa autólise do tecido, inviabilizando a avaliação patológica.

          O fixador histológico mais usado e em geral adequado para a maioria dos tecidos é o formol a 10% (formalina). É adequado para a maioria das colorações e também imuno-histoquímica. Não deve ser utilizado quando objetivo é avaliação citogenética.

          A proporção de formalina para o tecido é de 15 a 20 vezes o volume do tecido. Peças médias a grandes devem ser acondicionadas em potes grandes ou sacos que proporcionam o volume adequado do fixador.

           Peças grandes como útero e tumores,por exemplo, podem ser incisados antes da fixação, mas muito cuidado, pois uma incisão prévia mal feita pode inviabilizar a avaliação de limites cirúrgicos ou até mesmo da peça. Pintura prévia com nanquim profissional) e conhecimentos técnicos devem ser considerados, caso contrário evite qualquer medida e envie a peça com urgência ao laboratório.

          Solução de Bouin serve para qualquer tecido,  como fixador ou descalcificador, como ex. em biópsias de medula óssea.  O tempo do tecido no fixador não deve exceder mais que 18h.

         Existem outros tipos de fixadores menos usados. Na dúvida entre em contato com o laboratório. Imagens no site www.labsul.zip.net                   (Lester; Manual  of Surgical Pathology) 

Peça de histerectomia enviada em formalina; note que após a incisão feita ao exame macroscópico, observa-se que o endométrio mostra cor avermelhada em relação ao miométrio, significando que o fixador não penetrou dentro da cavidade, conseqüentemente não impedindo a autólise.

e   

Corte histológico da peça mostrando endométrio em autólise;                      



Escrito por LABSUL às 23h04
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DICA  - Ectopia e ausência da JEC

          Parece contraditório, mas é freqüente a informação de ectopia e a ausência de elementos representativos da junção escamocolunar (JEC) nos esfregaços ginecológicos. Isto pode ser parcialmente justificado pelo muco abundante que geralmente acompanha as ectopias, sendo o que acaba por predominar no esfregaço. Mesmo na coleta com escova, o muco a envolve  e impede a aderência das células.

          Sugere-se a retirada, mesmo que parcial, do muco antes da coleta e, ao introduzir a escova no canal, faça-se uma angulação e leve pressão lateral, associado aos movimentos de rotação recomendados. Evite  pressão exagerada e demora nos movimentos,  pois em freqüentemente ocorre sangramento que, quanto mais em contato com a escova, pior o resultado.                                         Dra.Tatiana W. N. Nunes

 

 

 



Escrito por LABSUL às 22h53
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    MARGENS

  CIRÚRGICAS 

 

 DESCRIÇÃO NOS LAUDOS ANATOMOPATOLÓGICOS – A MARGEM CIRÚRGICA ESTÁ LIVRE OU COMPROMETIDA?

 

 A avaliação das margens cirúrgicas em cirurgia oncológica é tão importante quanto o diagnóstico da patologia e está diretamente relacionado com a taxa de recidiva local.

          O patologista durante o exame macroscópico pinta a margem de ressecção cirúrgica com tinta nanquim. Nos cortes microscópicos, a integridade da margem é avaliada pela continuidadeda tinta nanquim que permanece após  o processamento,conferindo segurança à avaliação.

 

       A presença de neoplasia junto à área tinta de nanquim representa limite cirúrgico comprometido.

 

          A terminologia usada pelos patologistas pode variar:

-a neoplasia chega junto ao limite cirúrgico; a neoplasia atinge o limite cirúrgico; a neoplasia com        promete focalmente o limite cirúrgico; todas as maneiras representam limites/margens  comprometidos;

-limites cirúrgicos livres, porém exíguos ou limites livres, mas oncologicamente não seguros, significa que a distância do foco neoplásico da margem cirúrgica é inferior ao limite considerado satisfatório na literatura. O Ca gástrico, por ex., exige 6,0 cm de margem cirúrgica segura;  veja  imagens no blog.

 

Peça de histerectomia total já fixada em formol com área do colo e istmo pintada em naquim azul. 

 

Corte histológico exibido margem cirúrgica "livre" tinta de nanquim:

      

Neste caso, margem comprometida, a NIC chega à margem, estando tinta de nanquim azul.



Escrito por LABSUL às 22h46
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BiÓpsia de estômago para

Pesquisa de H. Pylori

 

Identificação:

-dois fragmentos do antro para AP (2cm proximais ao piloro);

-dois fragmentos do corpo gástrico para AP;

-um fragmento da incisura angular p/ o teste de urease;

Controle pós-tratamento:

-08 fragmentos (dois do antro e dois do corpo para teste da uréase e dois do antro e dois do corpo para AP);

Endoscopia Digestiva SOBED;3ªed.

 

 

Você segue estas recomendações na sua prática diária? Qual a sua experiência?   



Escrito por LABSUL às 22h20
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Comente neste espaço sugestões de assuntos para a nova edição do jornal Interativo Labsul.



Escrito por LABSUL às 22h09
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ASSUNTO PARA O PRÓXIMO BLOG 

 O dessecamento dos esfregaços cervicais corresponde a fixação demorada das células acarretando alterações na morfologia e conseqüente problemas de interpretação citopatológica. Além do tempo de demora outros fatores podem estar relacionados com resultados "limitados pelo dessecamento". Algumas dicas:

- observe a data de validade do fixador citológico;

- evite colocar os esfregaços próximo ao ar condicionado;

- cuide para  o fixador não "escorrer" em esfregaços com muito muco;

- rapidez redobrada na fixação é necessária em esfregaços atróficos;

 

Você tem alguma dúvida em relação as formas de conservação e envio do material coletado ao laboratório?



Escrito por LABSUL às 22h06
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